
Rua do Souto
Ponte entre o antigo e o moderno, a Rua do Souto é o eixo central do centro histórico bracarense. Era a principal rua de comércio na época medieval. Quando nos Séc. XVI e XVII a cidade cresceu, o Arco da Porta Nova (projecto de André Soares em 1772) passou a simbolizar a transição entre a cidade barroca e as áreas começadas a urbanizar, neste caso o Campo das Hortas.
Hoje, liga a zona mais antiga do centro à área moderna da Avenida Central e da Avenida da Liberdade. Reservada a peões – como a quase totalidade da zona histórica –, alberga as lojas de prestígio, a par do comércio mais tradicional. Durante a semana santa as varandas cobrem-se de roxo para saudar a passagem das diversas procissões que se transformaram num cartaz turístico da cidade.
Sé de Braga
Mandada edificar pelo Conde D. Henrique em 1089, de acordo com os cânones arquitectónicos românicos, a Sé de Braga nunca deixou de sofrer acrescentos e transformações até aos finais do século XVIII. Transformou-se desta forma, numa fascinante sobreposição de estilos desde o românico e o gótico até ao manuelino e ao barroco. O frontal do altar-mór é considerado um dos maiores símbolos da escultura religiosa manuelina. Expoente notável deste mesmo estilo é a pia baptismal situada junto à entrada principal.
Ao fundo das naves encontra-se o coro alto (que poderá admirar em pormenor se fizer a visita ao Tesouro da Sé). O cadeiral respectivo, onde tomavam lugar os cónegos durante as celebrações litúrgicas, é um dos mais ricos da Europa. Mesmo em frente os dois portentosos órgãos barrocos, com milhares de tubos em cobre. E tudo isto é apenas parte de um património sem igual que bem merece um par de horas de visita.